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O autoconsumo é a produção de energia elétrica destinada ao consumo próprio.
Isto é concretizado através de unidades produtoras na instalação de utilização, promovendo um novo modelo de sustentabilidade assente na descentralização da produção, idealmente através de fontes de energia renovável.
Neste âmbito, os sistemas fotovoltaicos são uma solução privilegiada, estabelecida e em contínuo crescimento nos principais setores de consumo como sejam o residencial, comercial ou industrial.
Desde 2007, com o primeiro regime de produção descentralizada em Portugal focado no solar fotovoltaico, o Decreto-Lei nº 363/2007, de 2 de Novembro, que o mercado do fotovoltaico tem crescido, apresentando uma evolução impressionante e representando cada vez mais uma aposta cheia de vantagens. Considere-se por exemplo que a taxa interna de retorno deste tipo de instalação é superior à grande maioria dos investimentos que qualquer indivíduo ou empresa conseguem realizar neste momento.
De acordo com a legislação em vigor, sendo o regime mais recente o Decreto-Lei 162/2019, de 25 de Outubro, o autoconsumo poderá ser realizado com ou sem injeção na rede pública, no que concerne à energia produzida em excedente pelo sistema fotovoltaico.
No caso de optar por injetar na rede a energia que não consome, poderá ser ressarcido por essa energia a um valor livremente fixado, mas que é geralmente muito inferior às atuais tarifas de consumo.
A implementação desta modalidade de autoconsumo com sistemas fotovoltaicos não deixa de ser desafiante, pois é fundamental ter em conta o perfil de consumo do futuro produtor, de modo a adequar a este perfil a potência do sistema fotovoltaico a instalar e a consequente produção de energia.
Destacamos ainda que estas instalações devem ser executadas obrigatoriamente por uma entidade instaladora de instalações elétricas de serviço particular ou técnicos responsáveis pela execução de instalações elétricas, nos termos da Lei n.º 14/2015, de 16 de Fevereiro, e do Decreto-Lei n.º 96/2017, de 10 de Agosto.
Por estas razões, será sempre fundamental aconselhar-se junto de profissionais com conhecimento e experiência na área.
Por fim é essencial destacar ainda que o fotovoltaico resulta na produção de energia elétrica renovável, e contribui de forma inegável para a sustentabilidade ambiental.

O autoconsumo com acumulação insere-se no âmbito do autoconsumo tradicional descrito nesta página e é regido pela mesma legislação que o autoconsumo tradicional.
O autoconsumo com acumulação consiste na possibilidade de, na instalação de consumo, armazenar energia para uso posterior num momento mais oportuno.
Isto é vantajoso porque aproveita o facto de a energia ter um custo variável, por exemplo ao longo do dia. Esta possibilidade, associada à utilização de uma fonte de produção própria é a conjugação perfeita para obter uma maior independência energética e todas as vantagens que daí advêm.
No caso dos sistemas fotovoltaicos, particularmente no autoconsumo residencial, a adição de armazenamento é uma ótima combinação porque, tipicamente, num dia as horas de maior produção de energia não coincidem com as horas de maior consumo.
As tecnologias de armazenamento de energia podem ser variadas, mas atualmente a preferência é dada ao uso de baterias de iões de lítio. Esta é uma tecnologia comprovada, user-friendly e potencialmente amiga do ambiente, em clara disseminação como consequência do seu uso crescente não só no sector da habitação residencial como também nos veículos elétricos, entre outros.
O dimensionamento, projeto e instalação deste tipo de sistemas requer um know-how muito particular sobre os produtos e marcas.
Por estas razões, será sempre fundamental aconselhar-se junto de profissionais com conhecimento e experiência na área.

As instalações off-grid são sistemas isolados do sistema eléctrico nacional. Para que os utilizadores destas instalações possam ter energia é necessário recorrerem à produção própria através de geradores, eólico, fotovoltaico, entre outras.
Neste âmbito, os sistemas autónomos de energia fotovoltaica são uma solução popular e a ter em conta por diversas razões, e onde se incluem: pouca manutenção, possível economia quando comparado com alternativas, produção relativamente previsível, fonte de energia renovável, ...
O funcionamento adequado do sistema autónomo depende de vários fatores na instalação de consumo como por exemplo informação sobre os equipamentos elétricos, o seu tipo, o seu perfil de consumo, … E também de um dimensionamento e seleção correta da melhor solução, e que pode incluir painéis fotovoltaicos, inversor e/ou regulador de carga, baterias das mais diversas tecnologias, gerador de apoio, … E um sistema mal projetado pode colocar em risco todo o investimento feito.
Por estas razões, será sempre fundamental aconselhar-se junto de profissionais com conhecimento e experiência na área.

Nas Unidades de Pequena Produção (UPP) toda a eletricidade gerada é vendida à rede.
Em consequência da evolução do mercado fotovoltaico, do amadurecimento da tecnologia, da sua fiabilidade, do seu baixo custo por kWh, é possível qualquer pessoa se tornar neste momento um pequeno produtor usando esta tecnologia com o objetivo de obter um retorno financeiro adicional a curto/médio prazo.
Este investimento feito a título pessoal ou colectivo, além de vantajoso para o próprio produtor, contribui também para a redução da dependência energética nacional em relação a agentes externos.
É essencial mencionar ainda que estas unidades estão dependentes de licenciamento conforme o enquadramento legislativo e regulamentar definido nos Decreto-Lei n.º 172/2006, de 23 de agosto e Decreto-Lei n.º 76/2019, de 3 de junho e em vários despachos e portarias.
A implementação de uma UPP é muito intensiva no que diz respeito a soluções técnicas, projeto elétrico, instalação e gestão da central, e venda da energia, pelo que será sempre fundamental aconselhar-se junto de profissionais com conhecimento e experiência na área.